Pensar, aprender, ensinar: os custos e as conquistas da mente humana

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Com seu olhar científico, Yuval Noah Harari, em Sapiens – Uma Breve História da Humanidade (2019), afirma que há cerca de 2,5 milhões de anos os humanos tinham um cérebro de 600 centímetros cúbicos, enquanto o homem moderno apresenta cérebros com mais de 1.200 centímetros cúbicos. Essa expansão teve reflexos no físico humano: foi o custo de pensar.

O que teria impulsionado esse crescimento ao longo de milhões de anos? O próprio autor responde: “francamente não sabemos”. Arrisco afirmar, ainda em minha compreensão incipiente, que a Ciência Logosófica responde. No entanto, o objetivo deste texto é outro: destacar a capacidade humana de aprender — e, consequentemente, o ato de ensinar.

Mesmo com cérebros tão desenvolvidos, o homem nasce, vive e morre dependente dos outros: precisa ser acolhido ao vir à luz e conta com a família — principalmente os pais — para tudo.

Para aprender a ler e escrever, vai à escola e encontra o professor  — as famosas “tias” e “prôs” da infância. Depois, segue até a graduação, sempre contando com quem transmite conteúdos de forma sistemática, seguindo programas e currículos.

Na pós-graduação, entra em cena o mestre, que inspira e serve de exemplo, indo além do ensino formal: é autoridade intelectual e moral.

E há ainda o preceptor, aquele que orienta, corrige e supervisiona o exercício prático de uma profissão — como no caso da residência médica. Aqui o ensino é individualizado e guiado pela prática.

Enfim, no curso da vida, além do professor, do mestre e do preceptor, o ser humano deve complementar seu aprendizado com pesquisas individuais. Anos atrás, contávamos com um instrumento estático de pesquisa: as enciclopédias. Hoje dispomos das Inteligências Artificiais — e estas, ao contrário daquelas, são ecléticas e estão sempre atualizadas. Mas é preciso cautela: o homem não deve entregar tudo às IAs. Afinal, pagou-se caro pelo ato de pensar, e cabe a ele continuar movimentando seu mundo mental.

Até aqui falamos do ensinar-aprender relacionado a uma profissão ou a aspectos comuns da vida. Mas, e os conhecimentos transcendentes — de natureza superior? Seríamos autodidatas nesse campo? Ou também precisamos de guias, mestres, preceptores?

👉 Você, o que pensa sobre isso?

Nelson Abrille dos Santos – Autor do “Vão da Serra” à venda (62) 99614-2025

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