Hoje dou início ao “Ecos do Vão da Serra”, uma série inspirada nas páginas de “Vão da Serra – A Vida e Seus Mistérios”. Cada texto nasce de um trecho do livro e se desdobra em novas reflexões.
“Afinal, lembrar é sempre reinterpretar: o tempo atua como um filtro, destacando o que foi mais significativo e relegando ao fundo o que foi efêmero.” — Vão da Serra – A Vida e Seus Mistérios.
Escrevi essa frase pensando nas memórias que carregamos — e em como elas mudam à medida que o tempo passa.
Uma lembrança de infância, revisitada aos vinte anos, tem uma cor. Revisitada aos cinquenta, tem outra. Não porque os fatos mudaram — eles estão lá, presos ao tempo –, mas porque nós mudamos. E é com os olhos de hoje que relemos o ontem.
Isso é fascinante!
Quando escrevi esse livro, não me propus a fazer um registro frio de acontecimentos, aceitando que a memória não é um arquivo perfeito, mas seleciona e reinterpreta.
O Ribeirão Piracanjuba, a Fazenda do Vão, as trilhas do sertão mineiro — tudo isso existiu. Mas o que permanece em mim é outra coisa: é o cheiro, é a sensação, é murmúrio das águas e o silêncio da serra que ficou marcado muito além da geografia.
Talvez seja assim com você também.
Quais memórias você carrega que, ao revisitá-las, revelam algo que você não havia percebido antes?
O livro em papel pode ser adquirido pelo (62) 99614-2025.
Já o livro digital é nas plataformas:
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✒️ Nelson Abrille dos Santos – Autor