Seja um não, seja um sim diga a verdade – sem ferir

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🟤 Introdução

Hoje proponho uma reflexão sobre três atitudes essenciais na convivência humana: dizer não, dizer sim e dizer a verdade.
Você acha isso fácil?

O pensador espanhol Baltasar Gracián, do século XVII, dedicou sua obra A Arte da Sabedoria àquilo que chamava de arte da prudência — a capacidade de agir com equilíbrio entre a razão e o impulso. Em um de seus conselhos mais lúcidos, ele ensina:

“Saiba dizer não.
Não conceda tudo que lhe pedirem, nem a todos.
Dizer sim é fácil, mas é uma grande virtude saber dizer não.
O segredo está no modo como o fazemos, pois mais se estima o não do sábio do que o sim do tolo.
Nunca negue de golpe, nem por completo.
O não e o sim devem ser pensados longamente e proferidos de forma breve.”

🟤 O equilíbrio entre o “sim” e o “não”

Gracián nos recorda que nem sempre agradar é o caminho da sabedoria. Às vezes, a firmeza educada vale mais que a condescendência apressada.
Dizer “não” com serenidade é também um ato de respeito — por si mesmo e pelo outro.

Mas há um ponto ainda mais delicado: dizer a verdade.

🟤 A verdade que constrói

Mas há um ponto ainda mais delicado: dizer a verdade.
Como ensina a Ciência Logosófica, as verdades às vezes doem e ferem quem as ouve. A questão, então, não é se devemos dizê-las, mas como e quando.

A verdade deve ser dita oportunamente, nunca fora de hora.
Deve servir para construir, não para prejudicar, humilhar ou envergonhar o semelhante.
A verdade usada para ferir, intencionalmente ou não, é manchada e deixa de ser verdade.

🟤 A lição de Gracián, ainda viva

Voltando a Gracián:

que nossas palavras — sejam um “não” ou um “sim” — sejam sempre pensadas longamente.

E você?
Como tem equilibrado o seu dizer?

✒️ Nelson Abrille dos Santos – Escritor

📘 Autor do livro Vão da Serra – A vida e seus mistérios, um texto que continua ecoando mesmo depois da última página.

 

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