💡 Viver em sociedade é a destinação do homem

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O que um livro de 1962 ainda pode nos ensinar sobre o equilíbrio entre o individual e o coletivo?

Guardo com carinho, há muitos anos, um livro de 1962 intitulado “Elementos de Economia”, de Francisco da Gama Lima Filho e Reynaldo S. Gonçalves.
Comprei-o em 1967, quando cursava o primeiro ano de Contabilidade em Tupaciguara (MG). Embora voltado a estudantes de Contabilidade, Economia e Direito, é uma obra que todo cidadão deveria ler — por tratar de temas que moldam nossa vida coletiva.

Hoje, folheando o “livrinho” de 240 páginas, voltei ao capítulo sobre Atividade Econômica (p. 28).
Os autores lembram que Aristóteles já dizia que o homem que se afasta da sociedade ou dela se isola ou é santo ou é louco.
Viver em sociedade, portanto, é nossa destinação natural — o modo normal da vida.

E é dessa convivência que nascem os fenômenos econômicos.
A sociedade nos condiciona, mas também nos oferece oportunidades de desenvolver nossas capacidades.
Dependemos do meio externo: do ar – que, por enquanto, ainda não pagamos, da água, do alimento, moradia e abrigo… E nem tudo existe em abundância, senão, estaríamos no “paraíso”.
Mas, como não é assim, a escassez nos obriga a trabalhar, criar e cooperar para satisfazer nossas necessidades.

Foi essa insuficiência de meios que impulsionou o surgimento de instituições humanas — o dinheiro, as leis, as penas, os costumes —, estruturas criadas para tornar possível a convivência e a sobrevivência de todos.

👉 Já pensou nisso?
As instituições foram criadas para estabelecer uma ordem econômica e manter o equilíbrio entre o individual e o coletivo — tornando possível, assim, cumprir esse modo natural de existência: a vida em sociedade.

Na próxima segunda-feira trarei outros aspectos do citado livro.

✒️ Nelson Abrille dos Santos
Escritor e consultor jurídico.

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